quarta-feira, 6 de outubro de 2010

eu Morro de felicidade \\(^_^)//




          Agora que moro perto de minhas ocupações eu vivo saboreando pequenas felicidades, seja lá o que for isso. Saboreando mesmo, pois agora até almoçar em casa é possível, embora eu não tenha uma prática valorosa nesse apertado espaço do meu dia. Alegro-me com pequenas coisas, sem ambição de serem notadas como estender a roupa na hora do almoço e de noite poder passá-la para vestir, wow! Ou então, quando chego da rotina bem na hora em que o sol se põe e tenho meu show particular. E encontrar um vizinho, agora? Que onda! É convite certo pra alguma coisa e se não houver, inventamos algo para convidar.

          Todo esse encantamento se deve, em partes, ao longo período que vivi morando longe de minhas ocupações. Fui calejado durante décadas, acredite, décadas por deslocamentos diários em trajetos no mínimo cansativos e por diversas vezes, desestimulantes. Frio, chuva, sol e chuva num mesmo dia e na volta, dá-lhe aperto e os mais estressantes acasos: atraso de trens, passageiros dj´s (aqueles que não conhecem fone de ouvido), preço de passagem etc. Eca! Assim, não fica difícil imaginar minhas pequenas felicidades por simplesmente não conviver mais com isso. É como se para eu me encantar e reconhecer essas imateriais dádivas, fosse preciso ralar o couro nos coletivos durante um tempo. E que tempo!

           Hoje, que até a chuva que eventualmente me surpreende nos ligeiros trajetos me faz rir, me sinto com o humor ainda mais blindado e aquecido. Como se para uma boa risada, fosse antes preciso conhecer um motivo amargo para não sorrir.





ps: O coração só vive de fato um amor se já sobreviveu a outro.(?)

Um comentário:

  1. iuuuuhuuuu, viva e felicidade!!! Nova vida, novo trajeto, novo teto...agora vc pode fazer mais comidinhas com ovos caipiras!! beijos

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