sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sorria! Você está sendo movimentado.

          Durante as últimas semanas venho passando por um período de extrema movimentação. Bruta, eu diria. Não caibo em mim de tanto pensamento e sentimento sincronizado fluindo circularmente da cabeça aos pés. Num exame superficial sobre essa vibração eu diria que me sinto até mais poderoso. “Forte como o baobá”. Como se eu descobrisse mais uma parte de mim mesmo.
          Não posso me atrever a explicar e assim documentar o que de fato é essa energia, mas sei que não devo deixá-la dispersa ou ignorá-la. E como sei? Acredito que justamente pela força e pela calma que ela produz, ou como prefiro, liberta. É aquele tipo de certeza que não sabemos de onde vem e ainda a seguimos felizes (seja lá o que for isso). É quando vem o sorriso sem motivo aparente e a mente não apenas lembra, mas também produz momentos para se sorrir. Muitas vezes é apenas um sorriso, mas é nosso de verdade e que vem desde lá de onde também saem as dúvidas mais agudas para explodir na face e valer por ser aquele sorriso apenas. Como a flor, linda e perfumada, que explode na ponta da árvore, mas vem de certo modo, sendo uma flor desde a raiz. Ou antes, desde a terra.
          Daqui eu ouso a dizer que certas respostas, ou mesmo a resposta certa para as agudas perguntas que só nós sabemos nos fazer, pode estar num simples sorriso, numa calma ou mesmo numa força que surge de um sorriso desses por aí.




ps: "É mais fácil obter o que se quer com um sorriso do que à ponta da espada." Shakespeare

2 comentários:

  1. " mas de vez em quando vinha a inquietação insuportável: queria entender o bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia. Embora no fundo não quisesse compreender. Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era sempre um erro - preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros que era não-entender. Era ruim, mas pelo menos se sabia que se estava em plena condição humana."

    vivo sempre no engodo da condição humana...!

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  2. ah sim, o trecho é de Clarice Lispector

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