quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Catsiter

          
          Esse é o primeiro texto produzido na casa de um dos seguidores do blog. Aqui estou para prestar a um bichano a atenção necessária para esse animal: o cafuné diário, a coçadinha nas costas, o dengo-dengo, o “tatibitate”etc. As manutenções básicas do dono da casa, segundo seu próprio dono. Nossa língua portuguesa me deixa em situação embaraçosa quando tenho que admitir que estou cuidando do gato do meu amigo em férias. Hunf! ¬¬

          Entre as diversas opções de entretenimento da casa, o gato é a que espirituosamente mais exije. Ele tem um jeito de superioridade que é intrigante e inspirador (menos os pêlos, eu diria.). É um sacana, sabe que domina e então vive a vadiar. Como gosta de vadiar! Porém, tem no bicho umas coisas para se aprender que enche os olhos. Nãobom convívio com o protagonista desse relato se houver movimentos bruscos. Não importa o que seja, é necessário calma para se fazer, senão, é distância absoluta e sem muita confiança. O pequeno ser nos faz pisar lento, acredita? Ele é quase uma terapia. Um aspecto interessante também é sobre a destreza no contato físico. Existe alí um limite que demanda astúcia e bom-senso. E talvez calma. Nesse momento entre sacar que ele está satisfeito e o bote das patas cheias de unhas ou da boca recheada de agulhas cabe também a safadeza do peludo que parece gostar de dar uma mordidela no servo inocente. Contudo, estamos nos dando bem. Temos muitos gostos em comum: peixe, dormir, cafuné, gatas... quando estou escutando Michael Jackson ele troca para Caetano. Eu gosto também.





          Dias atrás ele quase falou comigo. Acho que queria contar alguma coisa, mas na hora, pelo olhar, deve ter pensado: “Humano pífio! Deixa pra ...”. Virei e para livrá-lo de minha insignificância, o deixei sozinho na sala.


Nenhum comentário:

Postar um comentário