sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dom de viver.

          Dom, pra mim, é algo que deve ser considerado uma obrigação. Ou no mínimo uma responsabilidade, mesmo que oculta. Uma coisa quase orgânica, sabe.

          A pessoa deve buscar ser honrosa pelo menos uma vez na vida e um dom é uma das ferramentas que o ser disponibiliza para refletir sobre si e movimentar-se. Tem quem sabe cantar. Tem quem toca e quem dança. Tem gente que sabe ser ele mesmo, sempre. Esses são uma fonte de estudos. Tem quem sabe ouvir, viver e contar histórias. Não tudo exatamente, mas uma coisa leva a outra né e esse dom, sem desmerecer ninguém, deve ser zelado. Esses espíritos da oratória fazem uma história virar uma História e se ela gozasse de voz e uma noite num bar qualquer, agradeceria por tê-la visto tão grande, tão histórica. É como eu gosto de lembrar com relação à beleza: está no olho de quem vê. No caso desses benditos a beleza passa do olho de quem vê para a mente de quem ouve ou lê, ou seja, é um dom altruísta também.

          Por isso que algumas pessoas sempre são chamadas para certas atividades como viagem, missão etc. Essas são as responsáveis pelo início das histórias e dependendo do caso e do momento, pelo início da História. Confesso ser um ignorante para lançar esse olhar sobre a maioria dos fatos, ou até o faço, mas não verbalizo de forma decente, o que me enquadra como sendo um bruto insensível sobre as nuances da vida.


          Assim, graças a esses seres dotados, é que somos contemplados pelas coisas que não pudemos ver, mas dado o contador, podemos até enxergá-las dentro de seus olhos registrantes. Por isso quando alguém te contar uma história, olhe dentro dos seus olhos. Você pode vivê-la também.

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