segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Me escuta.

Perto das dez da noite, amigos e amigas destinavam-se ao escritório oficial para tomar algumas gélidas, uma dose ou outra e permutar seus progressos e investidas pessoais. Não ocasionalmente, o tema chave da conversa era o óbvio: amores.

Chegando ao balcão, um mais ambientado da turma larga:

-Coronel, desce uma que adoce as minhas palavras, meu irmão. Hoje eu saio com a poesia certa pra ela!

-Agora! – responde eficientemente.

Na arrumação das cadeiras, uma amiga o chama para saber sobre a musa que suscitava tal inspiração.

-Colé Man! Na mesma?

-Rapaz... ta do jeito que eu sou: devagar e sempre.

-Hum. Então anota aí:

Não há gole que eu traga
Pra dentro da mente
Que traga as palavras não encontradas
Pra te dizer:
Deixe disso e vem comigo.

-Você já bebeu, foi? – ele brinca sério.

-Hum... só quero ajudar.

-Então brinda comigo e me escuta, só isso.

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