quinta-feira, 22 de setembro de 2011

in Equilíbrio we trust!

Se, por inocente acaso, numa tarde ao reparar os jeitos de labutar do chaveiro consertando pela terceira vez as novas cópias ou numa sala qualquer das rotineiras tarefas, ou ainda, se num despretensioso papo de bar um dia perguntarem sobre minha crença, creio que mesmo rebuscando em frações de segundos alguma resposta agradável àquele que pergunta, só esta verdade eu teria:

-Acredito no equilíbrio.




Um quarto de século pode ainda não gozar de persuasão o suficiente para cobrir de credibilidade tal opinião, mas já serve para blindar de convicção essa posição central.


A fé, no caso, se manifesta no lapidar dessa rochosa questão e num ato desta tento no momento não somente o exercício reflexivo-filosófico, mas, e talvez principalmente, a propagação de uma, à priori, sensação.


É de sentido que aqui estamos tratando.

Sendo, no momento, priorizado o compartilhamento desse ponto-de-vista e a abertura de um espaço que se busque dialogar sobre esse abstrato tema, vale trazer alguns nomes e ideias, mesmo que apenas os citando rapidamente, à título de consideração pelo simples contato com as seguintes fontes, a quem estas devotas linhas pretendem corroborar, além de estar atendendo a certas prerrogativas científicas.


Isaac Asimov e Fred Hoyle na astronomia, na física e na química, apontam-se Steven Weinberg e Roald Hoffmann respectivamente, entre outros que de suas áreas criam uma zona interseccional baseada no equilíbrio, muitas vezes representado sob diferentes formas de diálogo.

Lao Tse alertou sobre a importância de se observar que do lado de cá, no mundo ocidental, o ritmo com o qual estamos lidando com o outro, a tal alteridade, tem sido assolado pela natureza unicamente masculina do ser. O lado voraz, agressivo, racional e científico vem se impondo sobre a natureza paciente, intuitiva, sensível e geradora que é feminina. Numa ocasião, o filósofo deixou escrito: “O coração do homem pode estar deprimido ou excitado. Em qualquer dos dois casos o resultado será fatal”.


O sábio propunha apenas o equilíbrio.

Karl Marx também apontou para o que eu acredito quando deixou registrado que “a opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”, como foi retomado pela professora Mirella Márcia em uma de suas facúndias aulas.


Sem equilíbrio, não dá.


Após responder sobre aquilo que acredito, acho que sentiria uma leveza mesclada com pesar. Um alívio por responder com serenidade e sanidade à íntima questão e um incômodo sentimento utópico com relação ao que idealizo.


Buscando equilibrar essas energias fico e deixo um dos ensinamentos do filósofo chinês:


Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder.” Lao Tse

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