quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ciclos

Ciclos me atraem.

Sem esforço algum ganham minha audiência e prendem minha admiração e respeito. Quando vejo um ciclo inteiro, fico disposto a fazê-lo.

Sol nascente a todo tempo. É, pela manhã e de repente, um sorriso nos dentes. Sim e não na medida certeira do momento. É assim... um jeito de me deixar preso por mim mesmo.

Ciclos são meios de se viver cada presente, sabendo não ser ele um acabamento, sendo antes, eterno recomeço.

E tendo tudo seus particulares ciclos, condicionados aos seus particulares ritmos, fico ainda mais empolgado por este espírito quando comigo um desses eu inicio.

Sobretudo quando nisto não estou sozinho.

Essa é graça maior desse vício: fazer juntos, unidos.

Eu tento não ser um lixo, interrompendo diversos inícios, mas nem sempre surge outro ciclo assim tão comemorativo. Eu sigo, comigo e com mimos deixando o caminho dizer por onde eu piso.

Amigos também são ciclos.

São organizadores desses meios, fins e inícios que nos ligam. Somos tão parte dos seus caminhos quanto as estrelas são parte do céu infinito.

Assim, acho bonito ver ciclos. Acho divino ver o findar de um isqueiro e o nascer do sol ou de um menino.

É isso! Ciclos são chamas acesas pelos nossos anseios, alimentadas pelo mesmo oxigênio que necessitamos para vivermos.

Pohãn!

Somos feitos um para o outro, isso é certo. O que não é certo é saber por quanto tempo. Posto que não faltará oxigênio, basta mantermos o fogo aceso.

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