sábado, 31 de março de 2012

Carta para o Sr. Llusciab Batércia.



Salvador, 31 de março de 2012.

Senhor Llusciab Batércia, meu caro!
Desejo que estas palavras cheguem em boa hora.

Também quero de seu ranger de dentes tenha melhorado, sobretudo hoje. Não quero (e nem devo) lembrá-lo de nada que não lhe traga sorrisos, ainda que estes venham somente em manifestação interna. Mas hoje, é obrigação minha fazer com que o senhor é quem venha dividir tuas reflexões a cerca da presente data. Como não foi possível um contato anterior, escrevo esperançoso de breve resposta.

Sempre fico “cheio de dedos” em contato com tua pessoa. Esse fio da navalha entre a paixão e a agonia pela Educação, que o senhor cita em publicação aqui no blog, parece que me impede de correr o risco mínimo de aborrecê-lo com indagações inocentes e imaturas acerca desse nosso tema interseccional. Educação é de fato algo orgânico, o senhor estava correto. Em conversa com alguém que adoraria conhecer-te, confessei o meu similar sofrimento quanto a esta dualidade passional que nos consome e alimenta. No dia de hoje, pensamentos poderosos, cansativos e pesados tomam a mente e a fazem cogitar um panorama sobre as realidades diversas que dispomos nesse vasto campo que é o da Educação. Pensamentos que nos levam a buscar em reflexões como as do senhor, Llusciab, argumentos que impeçam um desânimo quase certo para muitos indivíduos de importância vital nesse processo voraz e que torna essa divisão tão clara e óbvia: a paixão e a agonia.

Mas nem só de queixas vivem estas palavras! Elas certamente carregam um pouco das vivências acumuladas desde nosso último contato, em novembro passado. Carregam uma fusão ainda, e espero que sempre, em andamento, ainda em preparo. Esse é um molho que não quer ficar pronto, apenas cada vez melhor e podendo alimentar mais gente. E talvez seja natural uma sempre dupla sensação sobre a arte da docência, como parte do “tudo” que o senhor largou por aqui.

Ainda que de cá de trás de todo o meu acanhamento, sem querer “ser mais humilde do que a humildade”, agradeço a atenção para com estas fracas e adolescentes palavras e espero em breve por ler algumas tuas.

Com muita admiração e respeito.

Anderson Lopes

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