sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Crise meu ovo!"


Chega de crise. Ou melhor, chega de crisinha.

Como diria um legítimo mano de COHAB: "Crise meu ovo!"

Meses depois de me atolar numa areia movediça de trabalhos e folgas - e bota folga nisso - ressurjo da caverna de onde eu hibernava. Horrível, mais velho, mais pêlos. Mais apelos.

Cada palavra aqui é um espreguiçamento, um urro de espantar o entorpecimento do sono. Animal saindo da toca. Alguma coisa tem.

Foram tantos sonhos durante este período entocado que faltariam palavras para contar. Talvez alguns desses sonhos nem possuam palavras que os descrevam. Sonhos são sonhos, palavras são palavras.

Ainda defendo aquela nossa metáfora de que os sonhos são para quem ainda está dormindo.

Assim eu estive: em sono profundo e torpe criativa. Era mais um atravessando o complexo período da preguiça astral, que costuma assolar os homens na faixa etária dos doze aos cinquenta e nove anos de idade.

But... (até meu inglês eu voltei a malhar)

"Navegar é preciso..."


E escrevo sem tocar em ninguém. Devagar. Devagar e sempre. Divagar e sempre. Escrevo sem saber onde vou parar.

Lindo e paradoxal é observar que somente com a distância dos estudos é que pude aqui voltar. Deitar umas linhas e com elas me alegrar é de um prazer colossal.

Então é isso: chega de crise. Cá voltamos a escolher uma ordem para umas palavras e de vez em quando as publicar. Escolher, quem sabe, palavras que descrevam sonhos. Ou mesmo, buscar sonhos que possam se relatar, descrever, lembrar.

Acordando deste período percebo agora que meu amor pelas palavras e pelos sonhos é livre. Cada um tem seu lugar.

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